O hipertireoidismo é uma doença causada pelo excesso de hormônios tireoidianos, o que provoca um aumento do metabolismo, e pode ocasionar perda de peso, aumento excessivo de apetite, agitação e arritmia. A doença de Graves é ligada ao hipertireoidismo, e ela provoca o aumento de hormônios pelo fato de o sistema imunológico começar a produzir anticorpos que atacam a própria glândula tireoide. Essa doença apresenta sintomas oculares como dor na movimentação, incômodo com a luz, olhos vermelhos e saltados.
Os risco do hipertireoidismo são vinculado à fertilidade feminina, intestino solto, fraqueza nos músculos, queda de cabelo, perda de cálcio nos ossos, entre outros problemas. É importante ter o acompanhamento de um especialista, pois esta é uma doença complicada e que pode ocasionar diversas consequências graves. O tratamento médico do hipertireoidismo é feito por meio do uso de medicamentos antitireoidianos, com o apoio de um médico endocrinologista. Porém, algumas dicas podem ajudar a tratar o hipertireoidismo de forma natural, confira abaixo.
É importante mencionar que as dicas citadas abaixo são relativas ao tratamento e prevenção do hipertireoidismo de forma natural. Porém, é imprescindível que os indivíduos que enfrentem esta condição realizem um tratamento médico com um endocrinologista, para que este possa receitar os medicamentos corretos, que incluem antitireoidianos.
Uso de Imunossupressores
Como a maior parte das causas do excesso de hormônios se dá por causa de anticorpos, a recomendação é a utilização de imunossupressores naturais. Este tipo de propriedade faz com que o sistema imunológico perca sua eficiência ou reduza sua atividade para que os novos corpos possam se adaptar ao sistema. Normalmente é usada em doenças auto-imunes e em transplantes, evitando a rejeição do organismo.
Vale lembrar que quando o sistema imunológico esta desfavorecido deve-se ter atenção em dobro com bactérias e vírus. O chapéu de couro é um dos chás que possui essa propriedade imunossupressora. A semente de linhaça e a erva de são João também, além da cúrcuma, relshl, dentre outras plantas e alimentos.

Confira dicas de como tratar o hipertireoidismo de forma natural.
Evitar a Ingestão de tóxicos
A ingestão de tóxicos são muito prejudiciais para a desregulação hormonal, então, afastar-se dos halogênios, como o brometo, flúor, cloro e percloratos, é essencial. O brometo era utilizado na panificação, mas foi proibido. Contudo ainda pode ser encontrado em tinturas de cabelo, géis e fixadores ou em conservantes farmacêuticos. Ademais, o flúor é um tóxico muito como, é encontrado em enxaguantes bucais e pastas de dente. A água que chega às nossas torneiras é cheia de flúor e cloro, então procure beber água de filtre de cerâmica ou magnetizados.
A soja possui ácido fítico, este ácido impede a absorção de cálcio, zinco e magnésio. É o alimento com maior concentração de substâncias que possuem atividade antitireoidiana. Tanto para o hipertireoidismo, quanto para o hipotireoidismo a soja é um péssimo alimento.
Cuidado com minerais e vitaminas
O iodo deve ser reduzido, pois este é um elemento químico essencial para a síntese dos hormônios tireoidianos, a triiodotironina (T4) e a tiroxina (T3). É indicado para o hipotireoidismo, mas quando você já possui excesso deste hormônio, como é o caso do hipertireoidismo, é necessário impedir a produção e estabilizar a glândula tireoidiana.
Evite sal, lacticínios, peixes, carnes embutidas, temperos e molhos prontos, alimentos enlatados e industrializados no geral. Ademais, capriche na vitamina D, pois ela é crucial para o funcionamento da tiroide. Essa vitamina desempenha um papel fundamental para o equilíbrio e regulação do sistema imunológico. Alguns alimentos possuem vitamina D, mas ela é mais facilmente adquirida pela exposição ao sol.
Faça exames com regularidade, acompanhando os estados da doenças juntamente com um especialista em naturologia. Opte por produtos orgânicos e preze pelo equilíbrio, evitando excessos.
Acima reportagem da Receita Natural
Abaixo reportagem do site ABC da Saúde
AUTOR
Dr. Mauro Antonio Czepielewski
TIREOIDITE DE HASHIMOTO
Sinônimos e Nomes populares:
Tireoidite auto-imune; Tireoidite Linfocítica Crônica; inflamação na tireóide, tireóide preguiçosa.
O que é?
É uma doença auto-imune na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a glândula tireóide levando a uma inflamação crônica que pode acarretar o aumento de volume da glândula (bócio) e diminuição do seu funcionamento (hipotireoidismo).
Tratando-se de doença auto-imune, a mesma pode estar associada a outras doenças com essas características, envolvendo outras glândulas (supra-renal, paratireóides, pâncreas, gônadas) ou outros órgãos como a pele e o fígado, principalmente (ver
Hipotireoidismo e
Insuficiência Adrenal, nesse site).
É a causa mais comum de aumento da tireóide em mulheres entre os 20 e 40 anos de idade, ocasionando especialmente o bócio difuso.
Como se desenvolve?
O próprio organismo desenvolve anticorpos contra a glândula tireóide.
Essa situação ocorre mais freqüentemente em mulheres e em pessoas que apresentam alguma predisposição genética, uma vez que a doença acomete diversas pessoas em uma mesma família.
Geralmente os anticorpos são contra enzimas existentes na glândula (anticorpos antimicrossomais e antitireoperoxidase) ou contra a tireoglobulina, que é uma das mais importantes proteínas existentes na tireóide.
Na medida em que a doença tem características auto-imunes, pode ocorrer o envolvimento de outras glândulas, caracterizando a Insuficiência Poliglandular Auto-imune.
Esse conjunto de alterações possui dois tipos:
 | Tipo I | Que ocorre mais freqüentemente na infância, o paciente apresenta envolvimento das adrenais, paratireóides, gônadas e produção de glóbulos vermelhos (anemia). |
 | Tipo II | O paciente apresenta Tireoidite de Hashimoto, Diabetes Mellitus, envolvimento das gônadas e da pele (vitiligo). |
O que se sente?
Os pacientes com tireoidite de Hashimoto podem apresentar sintomas locais e gerais. Os sintomas locais são o aumento de volume da tireóide e leve dor local. O aumento de volume é denominado bócio, que nestes casos, apresenta um envolvimento de toda a glândula, levando a um bócio difuso.
A dor é um sintoma que ocorre raramente, e em geral é de pouca intensidade e notada sobre a região inferior do pescoço.
Na situação em que o paciente apresenta um quadro de dor de aparecimento recente (alguns dias) e de intensidade importante, deve se suspeitar de uma outra forma de tireoidite, que é a tireoidite sub-aguda. Essa doença é um processo inflamatório de origem viral que acomete rapidamente a tireóide, não estando associada a um processo auto-imune. Essa forma de tireoidite é denominada Tireoidite Sub-Aguda e apresenta diagnóstico e tratamento específico.
Os sintomas gerais são decorrentes da diminuição de funcionamento da tireóide, provocando o quadro clínico de hipotireoidismo primário (ver item específico desse site).
Como o médico faz o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado a partir da história clínica e de uma avaliação adequada, que inclui o exame detalhado do pescoço e a pesquisa dos sinais e sintomas de diminuição de funcionamento da tiróide (hipotireoidismo). A partir da avaliação médica inicial, o paciente deverá realizar avaliação da função da tireóide com dosagem do TSH (hormônio tireo-estimulante), eventualmente com a dosagem de T4 e através da pesquisa dos anticorpos antitireóide.
Entre os anticorpos antitireóide deve ser preferida a realização da pesquisa de anticorpos antitireoperoxidase (anticorpos anti-TPO), podendo também serem realizados os anticorpos antimicrossomais e antitireoglobulina, embora com menor sensibilidade diagnóstica.
Se o paciente apresenta aumento importante da tireóide e nódulo, é útil a realização de uma ecografia do pescoço para avaliação das características da tiróide, o que irá determinar se existe apenas um ou mais nódulos na glândula e quais são as características destes nódulos.
Se existem vários nódulos, porém um deles é proeminente (dominante) ou se houver um nódulo em um bócio difuso, o mesmo deverá ser puncionado para um diagnóstico detalhado. Um exame que apresenta indicação duvidosa nos casos de Hipotireoidismo e Tireoidite de Hashimoto é a realização da medida de captação de iodo radioativo pela tireóide ou da cintilografia da tireóide. Esses exames, que demonstrarão diminuição da captação de iodo e dificuldade na identificação da glândula tireóide, são exames trabalhosos e que utilizam radioatividade, motivo pelo qual vêm sendo abandonados para essa finalidade.
Como se trata?
Nos casos em que ocorre o hipotireoidismo, está indicado o tratamento específico (ver item específico desse site). Nos casos em que os anticorpos são positivos e a função tireoideana é normal, o paciente deve realizar uma avaliação médica e hormonal periódica (semestral ou anual) e medicado de acordo com sua evolução. O surgimento de nódulos ou outras doenças associadas deve também ser periodicamente avaliado.
É importante salientar que apesar de serem detectados anticorpos contra a glândula tireóide, o tratamento com medicamentos que possam eventualmente diminuí-los não está indicado. Assim, pessoas que apresentam anticorpos positivos, não devem ser medicados com cortisona (corticóides), anti-inflamatórios ou imunossupressores. Os efeitos colaterais dessas drogas são maiores que seus benefícios nesses casos.
Como se previne?
Não se conhecem métodos de prevenção para a doença Tireoidite de Hashimoto.
Ela pode, por outro lado, ser detectada precocemente se avaliarmos periodicamente pacientes de risco. Esses pacientes são aqueles que apresentam alguma das doenças associadas ou familiares em primeiro grau portadores da doença. Em pacientes já diagnosticados e que ainda não apresentam hipotireoidismo, o mesmo deve ser pesquisado periodicamente, evitando assim o desenvolvimento de sinais e sintomas de deficiência dos hormônios da tireóide.
RECOMENDADO PARA VOCÊ
Hipertireoidismo Os sintomas ocorrem em decorrência do excesso de funcionamento da glândula tireóide ou da ingestão dos hormônios da tireóide.Hipotireoidismo É um quadro clínico que ocorre pela falta dos hormônios da tireóide em decorrência de diversas doenças da tireóide.Insuficiência Adrenal Aguda Ocorre quando, rapidamente, as glândulas adrenais deixam de produzir seus hormônios característicos, que são a cortisona e/ou a aldosterona.Bócio Corresponde a um conjunto de doenças da glândula tireóide que se caracterizam por um aumento perceptível no tamanho desta glândula. Como a tireóide se localiza na parte anterior e inferior do pescoço, é nesta região que as pessoas irão observar este aumento, que pode envolver toda a tireóide (aumento difuso, bócio difuso) ou provocar a formação de um ou mais nódulos (caroços).Nódulos de Tireoide São lesões arredondadas (ovóides) que se desenvolvem na glândula tireóide, situados na região anterior e inferior do pescoço. Podem ser únicos ou múltiplos.Câncer de Tireoide O câncer da tireóide se inicia quando células da tireóide se modificam e sofrem um crescimento e proliferação descontrolado, formando um tumor.Teste do Hormônio da Tireoide - T3 É a dosagem de um dos hormônios da glândula tireóide. Sua medida, em geral, é realizada juntamente com a de outros hormônios relacionados que são o T4 e o TSH.Teste do Hormônio da Tireoide - T4 Dosagem do principal hormônio produzido pela glândula tireóide. Sua medida, em geral, é realizada juntamente com a de outros hormônios relacionados que são o T3 e o TSH.Cintilografia da Tireoide É um exame utilizado na investigação de problemas da tireóide, especialmente indicado para pacientes portadores de nódulos de tireóide.Doença de Addison Doença caracterizada pela produção insuficiente dos hormônios da glândula supra-renal ou adrenal
AUTOR
Dr. Mauro Antonio Czepielewski
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